31 agosto 2006

Enquete

Quem merece o Troféu Idéia de Jerico do mês?

a) Lula - e suas "magníficas" entrevistas ao Jornal Nacional e Jornal da Globo
b) Vivaldo Costa (deputado e novamente candidato) - porque quem fala "cidadões" no horário eleitoral merece participar da nossa enquete
c) Antonio Calloni - que ator, em sã consciência, dispensa um papel em uma novela de Manoel Carlos?
d) O jerico, afinal, a culpa é sempre dele!
e) Cof, cof! - dispensa justificativas!

30 agosto 2006

Fazer Listas

Alguém aí conhece uma idéia de jerico maior que essa? Se conhecer, por favor, apresente-a a mim, estou precisando de algumas (muitas!). Por hora, não me vem à cabeça uma idéia de jerico tão boa – ou ruim, depende do ponto de vista (sempre!) – quanto a já citada neste título. Fazer listas é querer ver a máxima “nada está tão ruim que não possa piorar” se concretizando. Explicarei por que.

Mas, antes de qualquer coisa, é imperativo ser demasiado desorganizado para estar a ponto de enumerar os afazeres em tópicos. E depois de já ter passado muito sufoco, chega-se ao primeiro estágio. Vamos denominá-lo de “reconhecimento”. Neste estágio, deve-se reconhecer que sem uma lista é impossível dar conta de tudo o que tem que ser feito. Sem ela, você sabe que estará perdido.

Feito isso, chegamos ao segundo estágio: é necessária muita força de vontade para começá-la. Quer saber por que? Calma. Vou explicar tudinho. Primeiro, deixe-me explicar os dois tipos de lista, ou melhor, sua forma de organização: pode-se organizá-la em “prioridades” ou “facilidades” – para decidir, considera-se o grau de desorganização e/ou preguicite aguda.

Não é necessário dizer que os mais preguiçosos optam por colocar as “facilidades” no topo. Todo preguiçoso é prático. Talvez nem sempre na execução, mas sempre no raciocínio. Nos piores casos, e aqui estão inclusos todos aqueles que gostam de sofrer, coloca-se as “prioridades” no início. Um tanto óbvio, não é, colocar as prioridades no topo, então por que piores casos?

Piores casos porque, optando pelo mais necessário e urgente, que geralmente é mais difícil de realizar, a frustração que vem com a sua não-realização acaba nos deixando pior do que já estávamos antes mesmo de fazer a lista – o que nos incapacita de realizar os outros pontos, outrora mais práticos. E, acredite, você não vai conseguir realizá-la. Não conforme o planejado.

É aí que está a razão pela qual precisamos de muita força de vontade para começá-la: já sabemos (inconscientemente ou não) que não vamos conseguir cumpri-la à risca. Portanto, a fazemos para nos sentir mais frustrados. Temos a prova concreta do nosso fracasso. Vemos ali – no papel, no computador, na parede ou onde mais uma lista possa ser feita – tudo o que deveríamos ter feito e não o fizemos por todos os motivos do mundo, justificáveis ou não, mas que, de qualquer modo, vai nos trazer, novamente, a sensação de derrota e incapacidade.

É preciso muita força de vontade para fazer por onde chegar a condição de derrotado e incapacitado. Afinal, todos sabemos, a Lei de Murphy sempre prevalece! Questão de lógica. Fazer listas é ou não uma idéia de jerico?

27 agosto 2006

(Agora) Dois No Pasto

Duas, melhor dizendo. Porque uma só é pouco! ;)
Tive a brilhante idéia de jerico de achar que, sozinha, conseguiria dar conta de um blog. Logo uma jerica preguiçosa como eu... he he he. Então, tive a segunda brilhante idéia de jerico: convidei uma amiga para pastar aqui comigo. Minha amiga jerica MariNana - que teve a grande idéia de jerico de aceitar me ajudar nesta empreitada. Espero que duas jericas pastem melhor que uma.
Bem-vinda ao pasto, MariNana!

25 agosto 2006

“O Brasil é tão bom quanto o seu voto” (Parte II)

Não era de se esperar outra coisa de uma pessoa que tem um blog intitulado “Idéias de Jerico” que não muitas idéias de jerico, não é mesmo? Pois bem, cá estou para falar, de novo, sobre a propaganda veiculada pelo TSE sobre a campanha eleitoral deste ano de 2006. Minha primeira idéia de jerico (neste contexto) foi ter resolvido escrever sobre política. Coisa que, de fato, detesto. A segunda idéia de jerico foi ter escrito um texto não muito conciso. Então vamos aos esclarecimentos:

1. Em meu post anterior, eu disse que brasileiro não sabe votar. Aprendi na escola que não devemos fazer generalizações, logo: a maioria dos brasileiros não sabe votar. A elite – eu diria que 99%, para não ter que generalizar – sabe votar muito bem. Vota de acordo com seus interesses. E sempre se dá muitíssimo bem. A classe média tem a ilusão de que um dia chegará à condição de elite e segue os votos desta. Daí para baixo, coitados, não há muito que comentar. Os poucos que têm algum interesse, não fazem um bom uso de seu voto.

2. Sobre o voto de cabresto: espero ter sido clara quanto a isso, mas não custa nada frisar novamente. O voto de cabresto existe, sim, no Brasil. É fato. E eu sou totalmente contra! Não suporto ver alguém obrigando uma pessoa a votar em “A” ou “B” visando interesse pessoal. Não em pleno século XXI. Não em um país que se diz democrático. Pior que isso, só mesmo os votos comprados. Mas isso é assunto para uma outra hora.

3. Aproveitando o ensejo, vamos ver se nossos conceitos de democracia são os mesmos. Aqui no meu Aurélio tem escrito o seguinte: Democracia: sf. 1. governo do povo; soberania popular. 2. doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder. Soberania popular? Poder igualitário? Onde é que estão que não vejo? Não posso ser a única que não enxerga isso! Nossa democracia é representativa, ou seja, regime republicano - no qual o governo DEVERIA representar os interesses da maioria (que, afinal, o elegeu para isso).

4. Voltando ao slogan, o TSE quer nos convencer de que nosso voto (único, portanto meu – ou seu, no seu caso) é de direito, não de dever. Mas numa democracia em que se é obrigado a votar eu não vejo o voto como direito, vejo como obrigação. Então não preciso de neguinho me dizendo: “vá votar! Você tem direito!”, quando as conseqüências da minha não-votação vão muito além de um governo ruim. Outra: nos passar a idéia do voto individual é bom para quem? Um voto, sozinho, não faz diferença. Se eu simplesmente “entender” o sentido que eles querem nos passar e for lá votar, bonitinho, no candidato que melhor me convier, devo ficar com a consciência limpa? Devo me sentir isenta da culpa de um governo ruim caso um outro candidato seja eleito? Outra vez eu pergunto: cadê a democracia? Exerci meu papel de cidadã? O Brasil é tão bom quanto o meu voto? Mas meu candidato não ganhou a eleição, como pode, então?

5. Por que não incentivar a população a debater sobre política? Por que não nos incentivar a discutir sobre os candidatos em casa, na escola, nos bares da vida? Por que não nos dizer que democracia é ter o direito de votar e o dever de angariar votos para o melhor candidato? Porque a partir do momento que entendermos que, JUNTOS, conseguiremos fazer diferente, que, JUNTOS, conseguiremos fazer diferença, eles estarão perdidos. Mas é aí que me vem a terceira idéia de jerico sobre este assunto, esta sim é uma grande idéia de jerico: doce ilusão, a minha, esperar que eles (TSE, gente!) façam qualquer coisa nesse sentido.

6. Devo me conformar com a situação e aceitar a dura realidade de que, por hora, o Brasil não tem solução, né? Né, não! Uma dica (valeu, Cris!): para começar, saibam em quem não se deve votar:

23 agosto 2006

“O Brasil é tão bom quanto o seu voto” (Parte I)

Como é que é? Eu ouvi direito? O Brasil é tão bom quanto o SEU voto? É tão bom quanto o MEU voto? Que idéia de jerico é essa?! É por isso que o Brasil está f*dido mesmo! Brasileiro não sabe votar - ou não quer votar, não sei. Tem preguiça (?). Talvez até haja uma explicação para isso: seria “trauma” por causa de todas as décadas em que o voto de cabresto imperou? Não acredito nisso. Mas, sim, ainda existe o maldito voto de cabresto. E, sim de novo, existe bem aqui, e bem aí, em uma urna próxima a você. Não? Pois próxima a mim existe, sim, infelizmente. Então por que com você seria diferente?

O slogan do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pra essa campanha de 2006, é esse aí do título. Isso mesmo! O Brasil É Tão Bom Quanto O Seu Voto. Não passa outra coisa na televisão – fiquei sabendo que nas rádios também. E por quê? Porque eles, e por “eles” entenda TSE (ah, não seria demais esperar que vocês entendam tudo o que está subentendido nessas três letrinhas, seria?), querem conscientizar (entre aspas) a população. "Vá votar! Seu voto é muito importante para a nação". Hamram, sei! Essa é a idéia, então? Tem certeza? Eu não tenho.

Pra mim, essa é a idéia de jerico! Ao invés de quererem que nós acreditemos que um voto é importante (um único e mísero voto. Pode ser o seu ou o meu, faz diferença?), que temos a obrigação de votar, pois é dever de todo cidadão, que o Brasil é tão bom quanto o seu voto, etc., eles deveriam dizer (mas não dizem!): “O seu voto burro (e elitista) é tão 'bom' para o Brasil quanto a elite, por isso, trate de aprender a votar. Deixe de preguiça e não me venha com essa de que todo político é corrupto. Procure, pesquise, se informe e, acima de tudo, exija seus direitos! Vote com consciência, exerça seu papel de cidadão, abuse* da democracia e convença as (outras) pessoas de que, JUNTOS, podemos fazer do Brasil um país melhor”. Soaria estranho, né? Concordo.

“O Brasil é tão bom quanto o seu voto”. Balela! Não precisamos ser iludidos. Não queremos isso (ou será que – ainda – queremos?). Eu ficaria mais satisfeita se eles me jogassem na cara que não sei votar. Se eu não me ofenderia? É, né, a verdade dói! Mas... antes a verdade dura a uma doce ilusão. Ou isso já seria uma grande idéia de jerico de minha parte?


P.S.: Desculpem-me, às vezes (ou quase sempre?), eu abuso* dos parênteses.

*De acordo com o Aurélio: Abusar v.t.d. 2. Valer-se ou aproveitar-se de. 3. Intrometer-se. 4. Atrever-se.

20 agosto 2006

Escravas da “Beleza”

Eu gostaria que alguém me fizesse o favor de esclarecer o que motiva uma pessoa saudável a gastar horas diárias para queimar os cabelos. Sinceramente, as razões convencionais não me convencem. Por que cabelos lisos são mais "atraentes" que cabelos cacheados? O que há de errado em ter cabelos naturais? O que há de errado em ser natural?

Se alguém tiver uma explicação plausível, por favor, compartilhe comigo. Assim, talvez, eu consiga me indignar menos quando vir alguém (leia-se uma mulher - porque as mulheres sofrem desse mal muito mais que os homens. A não ser os metrossexuais, talvez?) estressado novamente porque a escova "definitiva" já não é mais tão definitiva assim, porque a escovinha "japonesa" se transformou em uma "made in Taiwan". Menos indignada talvez, mas conformada nunca!

Que bem pode fazer passar uma prancha aquecida a uma temperatura de não menos que 150°C (CENTO E CINQÜENTA GRAUS!)? Faz bem à saúde? Aos cabelos é que não faz. Uma grande idéia de jerico. É isso que é! Já experimentou colocar um bife pra assar nessa tal chapinha? Com certeza seria muito mais proveitoso! Pode não fazer bem ao ego, mas o estômago ficaria muitíssimo satisfeito com o resultado.

Andar com os cabelos alisados (à força) me torna mais bonita que as modelos-sem-graça da São Paulo Fashion Week? Me torna tão bonita quanto as modelos-sem-graça que desfilam em Milão? Me torna tão atraente e desejada quanto as protagonistas das novelas da Globo? Bem, se, pra ser "bonita", "desejada" e/ou "admirada", eu tiver que perder algumas horas do meu dia - todo santo dia - queimando meus cabelos, orelhas e testa (e sabe-se lá o que mais), eu prefiro continuar tão sem graça como sempre fui.

Faz diferença, o creme que eu uso? Por que não minhas idéias? Ou será que meu cabelo vale mais que minhas idéias? Depende (e muuuuito) do ponto de vista de cada um. Como já disse antes, se alguém me der alguma explicação saudável e realmente justificável pra tais atitudes, eu me calo. Mas, até lá, continuo achando que ficar estressada porque o cabelo de Mel Lisboa é mais liso não é nada mais que uma idéia de jerico. E tenho dito!

10 agosto 2006

Jerico, a música!

Jerico - Élio Camalle
CD: Antes e Depois do Fim do Mundo (2002)

Gravadora: Independente

Que contradição, guerra nas estrelas

É guerra no chão da cidade

Não há bem que sempre dure

Nem mal que não se acabe

Assim caminha a história

Com um pé no fracasso

O outro na vitória

Às vezes, até sem sapatos

Gente é igual a toda gente

Cada qual sente, age e pensa diferente

Na diferença há harmonia

Se a noite envolve o oriente

Devolve-nos o dia

E vai girando, girando a Terra

Um giramundo, um cirandeiro só

Com uma idéia de jerico na cabeça

Os muros de Jericó

E não é que as idéias de jerico rendem mesmo?! Acabei de achar essa música. Será que faz sucesso?

08 agosto 2006

Testando...

Ultimamente, meu maior vício é ler blogs, dos mais fúteis aos mais instrutivos (principalmente os "fúteis" - que palavra feia! Idéia de jerico de quem a inventou). E daí surgiu a minha primeira idéia de jerico - não que eu já não tivesse tido outras tantas ao longo da vida, mas agora cismei que está na hora de escrever. Culpa desses blogueiros, que só me fazem acreditar (mais ainda) que 24 horas para um dia é pouco. Se eu pudesse, passava o dia lendo! E de tanto ler – ou querer ler, ao menos -, me vem a vontade de escrever, o que nos traz de volta às idéias de jerico.

Seguindo a máxima que diz “é fazendo merda que se aduba a vida”, cá estou com a minha segunda idéia de jerico (a primeira é que cismei que está na hora de escrever, lembram?): compartilhar idéias de jerico através de um blog. Pois bem, quero avisar que isso é só um teste e que eu sou nova no pedaço!

P.S.: Já estou com preguiça de dar continuidade a esse bosblog (o que o sono não faz a uma pessoa? Acho que acabei de criar um termo que expressa bem esse meu blog: uma bosta de blog! Bosblog! hahaha)